Dienstag, 29. Dezember 2009

II. A Papisa ou Grã-Sacerdotisa


A Papisa ou a Grã Sacerdotisa é a II carta do baralho, que simboliza o equilíbrio dos pólos: femenino e masculino, o yin-yang, o princípio da ação e reação, ou seja, a matemática do universo. Ela representa a sabedoria, a sensatez e a prudêcia. No Tarot de Marselha ela aparece com um manto azul sobre o vestido vermelho. O azul representa a emoção, baseada no suporte da razão que está representada pelo vermelho. (O vermelho veste o corpo por completo e o azul lhe serve de manto). Ou seja, ela se emociona mas não se deslumbra com os fatos mundanos,  pois age com paciência e prudência. Ela está sentada e com a cabeça voltada em direção ao passado e analisa tudo com muita sabedoria, pois sabe aguardar os acontecimentos pacientemente. Ela simboliza as monjas e freiras nos templos e conventos, dedicadas sobretudo a a contemplação, a compreensão,  e a compaixão.  Na cabeça ela tem uma coroa dourada, simbolizando o seu alto grau de espiritualidade. Na mão o livro aberto representa todo o seu conhecimento. No Tarot de Oswald Wirth (abaixo) ela tem nas mãos a chave do conhecimento, também de cor dourada, como a sua coroa. Carrega também o símbolo do yin-yang na mão direita. A sua roupagem aparece invertida as cores, o manto vermelho sobre o vestido azul, mas tem o mesmo significado. A emoção vivenciada com prudência.
Se esta carta aparecer no jogo de uma pessoa, significa que esta deverá aguardar pacientemente os fatos, mas tudo terá um final justo, de acordo com a Vontade de Deus. O indicado é refletir sobre as próprias ações e não agir por impulso, caso contrário, se perderá o caminho da Compreensão. O mais importante aqui é compreender o que está acontecendo e deixar que o tempo se encarregue do desfecho. E se tiver que agir, agir com  muita cautela e sem estardalhaços.

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