A
Papisa ou a Grã Sacerdotisa é a II carta do baralho, que simboliza o equilíbrio
dos pólos: femenino e masculino, o yin-yang, o princípio da ação e reação, ou
seja, a matemática do universo. Ela representa a sabedoria, a sensatez e a
prudêcia. No Tarot de Marselha ela aparece com um manto azul sobre o vestido
vermelho. O azul representa a emoção, baseada no suporte da razão que está
representada pelo vermelho. (O vermelho veste o corpo por completo e o azul lhe
serve de manto). Ou seja, ela se emociona mas não se deslumbra com os fatos
mundanos, pois age com paciência e prudência. Ela está sentada e com a
cabeça voltada em direção ao passado e analisa tudo com muita sabedoria, pois
sabe aguardar os acontecimentos pacientemente. Ela simboliza as monjas e freiras
nos templos e conventos, dedicadas sobretudo a a contemplação, a
compreensão, e a compaixão. Na cabeça ela tem uma coroa dourada, simbolizando o seu alto grau de
espiritualidade. Na mão o livro aberto representa todo o seu conhecimento. No
Tarot de Oswald Wirth (abaixo) ela tem nas mãos a chave do conhecimento, também
de cor dourada, como a sua coroa. Carrega também
o símbolo do yin-yang na mão direita. A sua roupagem aparece invertida as
cores, o manto vermelho sobre o vestido azul, mas tem o mesmo significado. A
emoção vivenciada com prudência.
Se esta carta aparecer no
jogo de uma pessoa, significa que esta deverá aguardar pacientemente os fatos,
mas tudo terá um final justo, de acordo com a Vontade de Deus. O indicado é
refletir sobre as próprias ações e não agir por impulso, caso contrário, se
perderá o caminho da Compreensão. O mais importante aqui é compreender o que
está acontecendo e deixar que o tempo se encarregue do desfecho. E se tiver que
agir, agir com muita cautela e sem estardalhaços.

Keine Kommentare:
Kommentar veröffentlichen